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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Bebidas vegetais substituem o leite?


Bebidas produzidas à base de soja, arroz ou aveia podem ser chamadas de "leite"? Qual é a semelhança entre elas e o leite tradicional? Elas podem substituir o leite de vaca? Quem tem intolerância à lactose tem aí uma solução para seus problemas?

Muitas dúvidas costumam cercar as bebidas vegetais, nome que alguns nutricionistas preferem utilizar para evitar a palavra "leite". Isso porque o que une os dois alimentos nas prateleiras dos supermercados é basicamente a semelhança física.

O leite tradicional tem origem animal, enquanto as outras versões são extratos de grãos, cereais ou oleaginosas, esclarece Daniela Boulos, nutricionista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Há, portanto, muitas diferenças e uma das mais comentadas é ausência da lactose, um açúcar presente no leite que depende de uma enzima produzida no intestino delgado para ser digerida.

Assim, quem sofre com intolerância à lactose pode consumir essas bebidas no café da manhã e em outras ocasiões em que o leite normalmente estaria presente. No entanto, em termos nutricionais, será preciso trazer outros alimentos à mesa e até recorrer ao uso de fórmulas ou suplementos vitamínicos, dependendo do caso, para chegar a uma equivalência.

Oferta de cálcio e proteínas

De acordo com a nutricionista Raquel Bráz Assunção Botelho, o leite de vaca é naturalmente rico em cálcio, elemento que, geralmente, precisa ser adicionado às bebidas vegetais. "Além disso, o tipo de cálcio acrescentado pode não ser de tão boa absorção quanto o do leite tradicional", esclarece a especialista, que também é professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília (UBN), no Distrito Federal.

Sempre ressaltando que cada caso deve ser avaliado por um profissional, a nutricionista Silvia Andréa Guimarães, do Hospital Santa Isabel, que integra o complexo da Santa Casa de São Paulo, afirma que aqueles com restrição ao alimento devem incluir na dieta ingredientes como gergelim e folhas verdes escuras, como a couve, que são fontes do nutriente essencial para a saúde dos ossos.

Substituição

As bebidas vegetais também não substituem o leite do ponto de vista nutricional porque o tipo e a quantidade de proteínas são diferentes, acrescenta Botelho. Por isso, elas são recomendadas para quem tem alergia à proteína do leite de vaca (APLV), um distúrbio de origem genética, mas que também pode ser desenvolvido ao longo da vida.

Lembrando a importância do leite para o desenvolvimento adequado de crianças e adolescentes, Boulos afirma que, nesses casos, uma alternativa é ingerir fórmulas infantis especiais à base de proteínas extensamente hidrolisadas. "Nesse processo, a proteína é fragmentada e tem menor chance de causar a reação alérgica", diz. As fórmulas especiais compostas de aminoácidos livres – também disponíveis no mercado – são opções nesses casos.

Versatilidade de uso

Embora os alimentos não sejam comparáveis, os leites vegetais podem sim "quebrar um galho" na cozinha daqueles que não podem ou não querem ingerir o alimento de origem animal, como é o caso dos vegetarianos estritos.

O lado bom é que eles oferecem vitaminas e minerais, incluindo potássio, selênio, cobre, zinco, manganês, magnésio e ferro, como afirma a nutricionista do Sírio-Libanês, e ainda são livres de gordura saturada e colesterol, segundo Botelho.

A professora do Departamento de Nutrição da UNB garante que é possível preparar molho branco e até bolos. "Muitas vezes, é preciso diminuir um pouco a quantidade de farinha de trigo ou de amido de milho, pois as bebidas vegetais têm mais amido", detalha.

No laboratório da universidade, onde foram testadas algumas receitas, também já foram preparados leites vegetais condensados e até brigadeiro. "Não ficam iguais, mas tem sabor agradável", conta. Guimarães também sugere utilizá-los no preparo de vitaminas com frutas, em sopas, purês e panquecas.

Com exceção daqueles que têm alergia aos ingredientes utilizados e dos celíacos, que não podem consumir o leite de aveia em função do glúten, as bebidas vegetais podem ser ingeridas sem contraindicações pelos adultos. Já as crianças podem fazer uso delas a partir dos dois anos de idade. "Antes dessa fase, recomenda-se o aleitamento materno – exclusivo até sexto mês de vida e prolongado até os dois anos de idade, com alimentação complementar", fala Boulos.


Fonte: Uol / Texto: Marina Kuzuyabu

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Água em garrafa plástica pode provocar enxaqueca


A reportagem à seguir, tem seu valor, sua "solidez científica", no entanto, sempre preferi beber água, um suco, ou mesmo um refrigerante em um recipiente de vidro já manufaturado há cerca de dois mil anos e bem seguro (até a coca-cola numa garrafinha de vidro é mais saborosa!). Mas vamos lá:

Beber água em garrafas ou copos de plástico pode ser um hábito responsável por fortes dores de cabeça, diz um novo estudo da University of Kansas. Com informações do site do jornal britânico Daily Mail. A pesquisa indica que o composto químico Bisfenol (BPA), presente em embalagens sintéticas, pode desencadear enxaquecas – que atingem um em cada sete adultos no Reino Unido.

Em pesquisas anteriores, o plástico já foi relacionado com outros problemas de saúde como obesidade, infertilidade e ataques cardíacos. Os especialistas alertam às pessoas que sofrem deste mal evitarem outras fontes do composto, como tampas de plástico para micro-ondas e coolers. Eles analisaram o comportamento de ratos. Metade deles foi exposta ao composto químico uma vez a cada três dias. Entre estes, ficou notável um comportamento menos ativo. Além disso, evitaram barulho e luz muito forte, além de se assustarem facilmente.

A enxaqueca também tem sido associada às mudanças nos níveis do hormônio sexual feminino. As conclusões mostram que muitos dos comportamentos evidenciados pelos ratos podem ser replicados pelos humanos. “Estes resultados sugerem que o BPA tem a capacidade de amplificar sintomas que diagnosticam a doença em pacientes humanos”, diz o relatório. Cerca de 5 milhões de britânicos sofrem de enxaqueca, sendo que as mulheres são três vezes mais propensas a ter o problema.

O besfenol é comumente encontrado em vários tipos de produtos e vários lugares ao redor do mundo, incluindo alguns estados europeus, o Canadá e a China, já o baniram da composição de mamadeiras.


Fonte: Terra

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Azeite de oliva: mitos e verdades


Como grande apreciador do saboroso azeite de oliva (alguns não suportam), um produto de grande audiência milenar, estou enchendo a paciência aqui dos leitores e (re) postando um artigo que encontrei na fabulosa Net.

"O interesse pelo azeite de oliva tem aumentado muito ultimamente. No entanto, permanecem as velhas confusões - mitos, na verdade - que pouco ajudam o consumidor na busca de um produto adequado às suas necessidades nos pontos-de-vendas. Conheça alguns mitos comuns e algumas verdades necessárias para comprar azeites de boa qualidade...

Azeites de oliva de primeira prensagem são melhores?

Mito - Trata-se de uma informação que induz ao erro de imaginar que existe uma segunda prensagem e que a qualidade do azeite de oliva virgem vai piorando a medida que o processo progride. Na verdade, todos os azeites de oliva virgens, bons ou ruins, nos dias de hoje, resultam de uma primeira prensagem, portanto não é esse um fator que define a qualidade do produto.

Azeites de oliva com baixa acidez baixa são mais gostosos ou intensos?

Mito - A acidez é um fator de classificação importante do azeite de oliva virgem, mas não serve para indicar a qualidade sensorial do produto. É impossível fazer a associação quanto menor for a acidez, mais gostoso será o azeite de oliva. O sabor e o aroma do produto é resultado de um complexo equilíbrio de pelo menos 70 compostos diferentes (cetonas, éteres, alcoóis, entre outros) que são transmitidos em gradações diversas, primariamente, pela variedade e pela maturação dos frutos no momento do processamento e, secundariamente, pelo micro clima e pelo solo em que a árvore está plantada. Já a acidez, que aliás nada tem a ver com o pH que aprendemos nas aulas de química, é gustativamente imperceptível. No entanto, esse índice tem um outro valor: a acidez tende a ser menor quando a coleta e o processamento das azeitonas é bem feito. Por isso é comum que bons azeites tenham acidez baixa. No entanto é possível encontrar um azeite com grau de acidez baixo, mas com pouca personalidade, pouco aroma e de sabor apagado e, também o contrário, um azeite com acidez um pouco mais alta, mas de presença marcante na boca.

Azeites são melhores quando jovens?

Verdade - O primeiro fator de qualidade sensorial é bastante simples: a data de fabricação. O azeite de oliva, ao contrário de alguns vinhos, é tanto melhor quanto mais jovem. Apesar de não ser correto afirmar que qualquer azeite de oliva, por ser jovem, é automaticamente melhor do que outro mais antigo, um determinado azeite será sempre melhor no começo de sua vida do que no fim dela.

Azeites de oliva de cor verde são mais fortes?

Mito - A cor é outro atributo que também não influi na qualidade sensorial do azeite. A cor verde é resultado da quantidade de clorofila (pigmento de cor verde) presente no produto. A clorofila transmite ao azeite de oliva, além dos tons esverdeados, notas sensoriais mais amargas. Todos os demais aspectos sensoriais não podem ser avaliados pela cor do azeite de oliva. Os mais verdes, normalmente, resultam da prensagem de frutos iniciais da colheita.

Azeites de Oliva são saudáveis porque não têm colesterol?

Mito - Às vezes encontra-se inscrito em embalagens de azeite de oliva a expressão "Sem Colesterol". Trata-se de outro apelo que não vale muito, pois todo o alimento de origem vegetal não contém colesterol. Isso vale para a abóbora, o azeite de oliva ou o óleo de soja. Não é a ausência de colesterol que justifica a aquisição de azeite de oliva.

A degustação é o único caminho de avaliação?

Verdade - Bons azeites de oliva são aqueles que têm uma história sensorial para contar, são complexos, apresentam corpo, evoluem em transições sensoriais diversas e permanecem com seu retro gosto. O conjunto desses atributos manifesta uma personalidade. Por isso, degustar é a melhor maneira de estabelecer preferências. Dessa forma é um bom hábito provar uma pequena porção do produto puro logo depois da compra. Com o tempo, o seu paladar se converterá em sua bússola e deixará claro qual é a sua preferência.

Como degustar o azeite de oliva virgem espanhol

Coloque cerca de 20 mililitros do azeite de oliva a ser degustado em um copo pequeno, de preferência opaco - assim a cor do produto não irá afetar seu julgamento. Tampe com uma das mãos a superfície superior do copo e coloque a outra mão por baixo do copo visando aquecê-lo. Permaneça assim por cerca de 30 segundos. Esse procedimento irá concentrar os aromas do azeite de oliva e o ajudarão a identificá-los. Em seguida, aspire os aromas do copo e procure identificar a natureza dos aromas. Dependendo da variedade, podem lembrar, ervas recém cortadas, maçãs verdes, frutos secos, abacate, notas cítricas assim por diante.

Em seguida, sorva vigorosamente um pouco do azeite - o barulho é desagradável, mas ajuda a perceber melhor todos os sabores do azeite de oliva. Você vai sentir, em graus diferentes, uma sensação doce na ponta da língua, outra amarga na parte superior da língua e uma sensação picante na base da língua, perto da garganta. Dependendo da intensidade de cada uma dessas sensações e de suas transições, uma história sensorial será contada. Pode agradar ou não, mas um azeite de oliva que proporciona essas sensações tem algo a dizer e merece respeito."


Fonte: Azeite, sua Vida!

O Incrível azeite de oliva


Imprescindível na salada e delicioso no macarrão, um bom azeite de oliva torna qualquer prato muito mais saboroso. Mas a estrela das receitas mediterrâneas vai muito além de um precioso tempero, já que especialistas garantem sua ação benéfica para o organismo - o alimento ajuda a prevenir especialmente as doenças cardiovasculares.


Segundo o médico cardiologista Maurício Jordão, do Hospital Samaritano de São Paulo, o azeite é praticamente isento de gordura saturada – aquela que é maléfica para o coração por aumentar os níveis do LDL, que é o “colesterol ruim”. Por outro lado, ele é fonte de gordura monoinsaturada que, por sua vez, diminui o LDL e aumenta o HDL – chamado de “colesterol bom”.

As variedades de azeite virgem e extravirgem – os mais puros – também apresentam altas concentrações de vitamina E, betacaroteno e polifenóis. E, de acordo com Jordão, é justamente essa associação de compostos que parece ser a responsável pela ação antioxidante e anti-inflamatória do azeite.

A nutricionista Juliana Ruas Dal’Mas, do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo, reforça: “O azeite é rico em poliferóis, que previnem oxidações biológicas, reduzindo a formação de radicais livres. Estes, por sua vez, são muito nocivos à saúde, pois são responsáveis pelo envelhecimento e por doenças degenerativas”. Ela ainda destaca mais benefícios: “Ajuda na absorção das vitaminas lipossolúveis e na função imunológica”.

Claro que não podemos deixar os cuidados com o coração só por conta das refeições regadas a um bom azeite. “A medida mais efetiva para elevar os níveis de HDL, o colesterol bom, ainda é a prática regular de exercícios físicos aeróbicos”, lembra Jordão.

A melhor escolha

A chef e especialista em azeites Alessandra Abud, do Gaeta Masseria, de São Paulo, também ressalta os seus benefícios para a saúde: “Além do já comprovado efeito positivo para o coração, ele ainda tem o poder de retardar o envelhecimento. E mais: há quem diga que reduz os níveis de obesidade”. Mas há uma dose diária recomendada: “Use duas colheres de sopa diariamente em suas refeições. Essa é a quantidade indicada pelos especialistas, em geral, e é também o ideal para aromatizar pratos e saladas ao longo de um dia”, ensina Abud.

Dal’Mas concorda que esta é a porção diária adequada e, como nutricionista, faz questão de comentar sobre os cuidados com a ingestão: “O azeite é bem-vindo nas refeições, faz bem à saúde e, de fato, está no ranking de alimentos essenciais ao cardápio de quem quer ter uma vida mais saudável. Porém, é preciso controlar o consumo, já que também é calórico. Trata-se de um óleo e possui muitas calorias, como qualquer outro. E o exagero nunca é bom, mesmo no caso de alimentos saudáveis. Assim, mais do que duas colheres de sopa ao dia pode resultar em alguns quilinhos a mais”, alerta.

Particularmente, a chef paulistana prefere o azeite extravirgem frutado intenso. “Nas saladas, nos preparos dos pratos e também na hora de servir, é sempre indicado colocar um fio de azeite, o suficiente para conferir sabor e aroma deliciosos”.

Na hora da escolha, no entanto, a dona da Gaeta Masseria lembra que cada azeite possui seu grau de acidez e é preciso observar essa informação no rótulo das embalagens. “O extravirgem, por exemplo, não pode passar de 0,8% de acidez”. Então, quanto menor o grau, melhor o produto. Hoje em dia já é bem fácil encontrar nas prateleiras dos supermercados azeites de excelente qualidade, a preços competitivos e com grau 0,3% de acidez.

“A origem do azeite também pode ser observada, a fim de garantir a melhor qualidade”, explica a chef. “O melhor é adquirir azeites com a denominação de origem protegida (DOP), uma certificação que assegura que o produto é feito sob supervisão e regras definidas para colheita e produção”, orienta.


Fonte: Uol
Texto: Yara Guerchenzon

domingo, 2 de novembro de 2014

Alho: um santo remédio

O alho (allium sativum l.) é membro da família das cebolas e tem sido cultivado por milhares de anos. É usado largamente por seu atributo culinário e medicinal. À medida que nos tornamos mais acostumados ao seu sabor, e nos tornamos conhecedores dos múltiplos benefícios que comê-lo traz à saúde, a popularidade desta especiaria tem crescido.


A maioria das espécies cresce em clima ameno. As espécies nativas em clima amenos e transportadas para clima frio, normalmente não se desenvolvem bem e quase sempre apresentam um sabor excessivamente forte. O alho é uma espécie de planta adaptável a diversos climas, entretanto, e ao longo de milhares de anos, foram desenvolvidas variedades que crescem bem em clima frio e sempre com um sabor melhor.

Está disponível o ano inteiro, e sob diversas formas além do alho fresco, como em pó, em flocos, óleo ou purê.

Benefícios à saúde

As propriedades medicinais e os benefícios que o alho traz à saúde são de há muito conhecidas. O alho tem sido considerado a "maravilha das drogas" herbáticas, com a reputação folclórica de "curar desde um simples resfriado até a peste bubônica".

Tem sido muito usado na medicina fitoterápica. Cru, tem sido aplicado no tratamento de alguns sintomas da acne, e há algumas evidencias de que pode ajudar na administração dos níveis de colesterol. Pode ser usado até como repelente natural de mosquitos.

Em geral, quanto mais forte o seu sabor maior é o teor de enxofre, portanto, maior o seu valor medicinal. Algumas pessoas sugerem que o alho orgânico tende a ter mais enxofre ainda.

Alguns preferem consumir os suplementos do alho (pílulas e cápsulas) o que evita seu hálito.

A ciência moderna mostrou que o alho é um poderoso antibiótico, embora de ação generalizado, não específica a algum tipo de infecção, com a grande vantagem de que o organismo parece não desenvolver resistência conta ele, o que possibilita um benefício à saúde e capacidade curativa contínua, ao longo do tempo.

Antioxidante

Dois estudos mostram que o alho - especialmente o envelhecido - podem ter um poderoso efeito ante oxidante. Os antioxidantes ajudam a proteger o corpo contra os "radicais livres".

Anticoagulante

Pela sua característica anticoagulante, é recomendável para pessoas com pressão arterial elevada, não sendo recomendado o seu consumo pra pessoas recém submetidas a cirurgias.

Desobstrui as vias respiratórias

Por na boca um dente de alho cru, levemente ferido, desobstrui as vias respiratórias, sendo possível até que sejam repelidas crises de asma.

Efeitos colaterais

1) Quando consumido cru e em grande quantidade pode trazer problemas ao sistema digestivo; 2) Pela sua característica anticoagulante, não é recomendado o seu consumo pra pessoas recém submetidas a cirurgias; 3) Alergias ao alho podem apresentar ressecamento da pele, elevação da temperatura do corpo (estado febril) e dor de cabeça.

Você sabia?

O alho elefante não é realmente alho e seu sabor é muito mais moderado que o do alho branco.


Fonte: http://www.guiadecachoeiras.com.br/conteudo.php?codigo=308&tipo=

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Freekeh, o alimento da moda



Conhecido pelos árabes há mais de quatro mil anos, o freekeh (lê-se "frique") é novidade em alguns restaurantes brasileiros e mania entre gourmets dos Estados Unidos e da Europa. Originário da Síria, o grão tem ficado famoso até entre celebridades, como a apresentadora Oprah Winfrey, que declarou ser fã desse tipo de trigo. Também conhecido como friki ou trigo verde, ele tem propriedades nutricionais que o colocam no grupo dos "supergrãos".

Seu cultivo começou há cerca de dez mil anos. A colheita do trigo era feita com a semente ainda verde. Segundo a nutróloga e diretora da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia) Marcella Garcez, além de ser colhido precocemente, o trigo passava por um processo de queima. "Era colocado para secar na palha e em seguida as sementes eram esfregadas. O resultado era uma semente quebradinha, sem casca e de cor preta", afirma.

O novo queridinho tem alto teor de proteínas, grande quantidade de fibras alimentares e baixo índice glicêmico. "Além disso, o freekeh possui amido resistente, sendo considerado um prebiótico porque estimula a proliferação das bactérias 'boas' do sistema digestivo", diz a nutricionista Hediane Warrak, da Unimed Rio.

A lista de benefícios do grão milenar não para por aí. "Ele também auxilia a regulação intestinal, reduz o risco de desenvolver doenças do intestino, ajuda no controle da diabetes, previne degeneração muscular e contribui para perda de peso por dar a sensação de saciedade", explica Warrak.

Outra vantagem do trigo verde é que ele é versátil. "Pode ser consumido no meio de saladas, sopas, como acompanhamento e até mesmo como trigo integral em receitas", ressalta Garcez. Uma dica da nutricionista da Unimed Rio é torrar o friki em uma frigideira, para ser consumido descascado, como se fosse um amendoim.

Nova quinoa

Alto valor proteico e baixo índice glicêmico também são propriedades da quinoa, grão da planta de mesmo nome que teve seu momento de fama, mas tem sido deixado de lado pelos gourmets pelo preço alto.

O tipo de trigo já tem sido divulgado por pessoas ligadas às novidades em superalimentos, como Michelle Franzoni, que emagreceu 32 kg com reeducação alimentar e procura sempre novidades que auxiliam o emagrecimento. Em seu Blog da Mimis, onde ela Compartilha dicas de alimentos que ajudam a emagrecer e proporcionam o bem-estar, Franzoni indicou o freekeh, que foi muito bem recebido pelas leitoras.

A comparação das tabelas nutricionais entre os grãos não deixa dúvida de que o freekeh pode ser considerado a "nova quinoa": 100g de freekeh possuem 16,5 g de fibras e 12,6 g de proteínas, enquanto a quinoa contém 14,1 g de proteínas e apenas 5,1 g de fibras. A nutróloga da Abran destaca que o trigo verde tem um sabor defumado e mais acentuado, enquanto a quinoa tem um toque amargo.

O freekeh está, aos poucos, conquistando seu espaço no Brasil e por isso ainda não é encontrado tão facilmente. Alguns restaurantes e empórios árabes, além de lojas de produtos naturais, já possuem o supergrão que promete ser, apesar de antigo, a nova aposta dos adeptos da alimentação saudável.

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Fonte: Uol
Texto: Laís Peterlini

Batata yacon e o intestino preguiçoso


Muitas mulheres reclamam de intestino preguiçoso. Algumas receitas caseiras, no entanto, podem ajudar a soltá-lo. Se você já tentou incluir na alimentação ameixa seca, mamão, linhaça e mesmo assim não conseguiu soltar o intestino, aposte em três receitas saborosas que levam um ingrediente diferente e eficiente: a batata yacon.


A batata yacon traz muitos benefícios à saúde: controla a diabetes, ajuda o intestino a funcionar e garante o bom humor. A nutricionista da Clínica Super Healthy, Paola Moreira, deu a dica de três receitas fáceis com o tubérculo.

Receita contra intestino preguiçoso: salada de frutas com batata yacon

Ingredientes

1 batata yacon;
8 unidades de uva rubi
1 mexerica
1 banana
1 pera
1 colher (café) canela em pó
1 colher (sopa) quinoa em flocos
Modo de preparo

Corte a batata e as frutas em pedaços pequenos. Na hora de comer, acrescente uma colher de canela e a quinoa em flocos.

Suco laxante de melão com yacon

Ingredientes

2 xícaras (chá) melão orange picado
1 batata yacon média
2 colheres (sobremesa) folha hortelã
1 xícara de água de coco
Modo de preparo

Bata tudo no liquidificador com pedrinha de gelo. Beba sem seguida.

Receita caseira contra intestino preso: salada com batata yacon

Ingredientes

400 g de batata yacon
1 pé de de alface cortada
2 pepinos japoneses
1 pé de agrião
12 tomates cereja;
10 azeitonas pretas sem caroço
Modo de preparo

Lave bem todos os ingredientes. Descasque e corte batata yacon e o pepino. Separe as folhas da alface e do agrião e reserve. Utilize algumas gotas de molho shoyo para temperar.


Fonte: Bolsa de Mulher  / Texto: Marina Lopes