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sábado, 3 de janeiro de 2015

Brigitte Photoset

Aqui uma sessão de fotos em preto e branco da musa eterna Brigitte Bardot. Nascida em 1934, na França, era uma atriz completa: começou sua carreira como bailarina, passando a atuar e cantar. Participou como protagonista de inúmeros filmes que focavam sua sensualidade, sendo liberal e imparcial. Em uma época em que não existiam recursos (botox, photoshop, etc), era a mulher mais bela do mundo. BB destronou Marilyn Monroe e encontrou seu espaço em Hollywood, pioneirismo, pois os americanos não apreciavam a arte Cinematográfica Européia.


















Catherine Deneuve Photoset

Algumas fotos da parisiense e lindérrima Catherine Deneuve, descoberta por Roger Vadim. Considerada um modelo de elegância e beleza gálica e uma das mais respeitadas atrizes do cinema francês e mundial. Nos anos 1960, fez a reputação de símbolo sexual frio e inacessível através de filmes em que interpretava donzelas lindas e frígidas como "A Bela da Tarde" de Luis Buñuel e "Repulsa ao Sexo" de Roman Polanski.





domingo, 28 de dezembro de 2014

Senta Berger


Senta Berger, atriz, nasceu em Viena, Áustria, em 13 de maio de 1941 tornando-se conhecida, principalmente, nos filmes "Major Dundee", "A Sombra de um Gigante", "Diabolicamente Tua" e "Cruz de Ferro".

Filha de uma professora e um músico, Senta começou nos palcos aos quatro anos, com incentivo dos pais e no ano seguinte começou a ter aulas de balé e piano. Aos 16 anos, teve seu primeiro pequeno papel num filme e se inscreveu no Max-Reinhardt-Seminar, famosa escola de atores em Viena.

Depois de de alguns filmes em seu país e na Alemanha, foi para Hollywood e lá começou uma carreira internacional, filmando com grandes nomes como Charlton Heston, Richard Widmark e Yul Brynner, que a tornaria um dos sex symbols europeus dos anos 60 e 70.

Entre outros filmes, no período, ela participou de "A Sombra de um Gigante", com Kirk Douglas, "Major Dundee", com Heston, "A Morte Não Manda Aviso", com Alec Guiness e "Cruz de Ferro", com James Coburn. Na Europa, estrelou dezenas de filmes alemães, franceses e italianos de comédia erótica e suspense, atuando ao lado de Monica Vitti, Giuliano Gemma e Alain Delon.

Berger voltou para a Alemanha nos anos 80, para trabalhar no teatro e na televisão alemã, onde estrelou séries de grande popularidade no país. Presença constante no Festival de Berlim, desde 2003, é a presidente da Academia do Cinema Alemão.

Filmografia


1959     The Journey (Serving Girl)    
1961     The Secret Ways (Elsa)    
1961     The Miracle of Father Malachia   
1963     The Victors (Trudi)    
1964     The Spy with My Face (Serena)    
1964     See How They Run     
1965     Major Dundee (Teresa Santiago)
1965     The Glory Guys (Lou Woddard)    
1966     Cast a Giant Shadow (Magda)    
1966     Our Man in Marrakesh (Kyra)    
1966     The Quiller Memorandum (Inge)    
1967     The Ambushers (Francesca)    
1969     De Sade (Anne de Montreuil)    
1970     When Women Had Tails (Filli)    
1973     Bisturi la mafia bianca)    
1973     The Scarlet Letter (Hester Prynne)    
1977     Cross of Iron (Eva)    
1985     The Two Lives of Mattia Pascal     
1990     Tre colonne in cronaca)    
1998     Bin ich schön? (Unna)    
2009     Ob ihr wollt oder nicht! (Dorothea)    
2010     Satte Farben vor Schwarz (Anita)

Fonte: Wikipédia.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Eleanor Parker

Eleanor Parker (Eleanor Jean Parker), atriz, nasceu em Cedarville, Ohio, EUA, em 26/06/1922 e era filha caçula de um professor de matemática. Causou surpresa quando, adolescente, optou pela carreira de atriz, uma vez que, ninguém da família, inclusive suas duas irmãs mais velhas, havia antes escolhido tal carreira.

Como grande parte dos atores americanos, ela começou a atuar em peças escolares.  Aos 15 anos, freqüentou o Rice Summer Theatre, em Massachusettes, durante a temporada de verão, voltando a fazer o mesmo na temporada do ano seguinte. Terminado o curso secundário, Eleanor mudou-se para a California. Uma vez lá, estudou na Pasadena Playhouse.

Certa vez, ao assistir à apresentação de uma peça teatral, um agente da Warner Bros. aproximou-se dela e lhe fez um convite, mas somente um ano depois, ao se sentir preparada, Eleanor assinou um contrato com aquele Estúdio no dia em que completava 19 anos.

Seu primeiro trabalho para a Warner deu-se numa pequena cena do filme "O Intrépido General Custer", de 1941, a qual foi cortada quando dos serviços de edição. A seguir, atuou em alguns filmes "B", antes de ter a oportunidade de conseguir melhores papéis.

Em 1951, foi indicada ao Oscar por sua atuação em "À Margem da Vida", perdendo a estatueta para Judy Holliday por seu trabalho em "Nascida Ontem", de George Cukor. Continuando a fazer sucesso, no ano seguinte, Eleanor voltou a ser indicada ao Oscar de Melhor Atriz por sua atuação em "Chaga de Fogo", ao lado de Kirk Douglas, desta vez perdendo o cobiçado prêmio para Vivien Leigh, por sua magnífica atuação em "Um Bonde Chamado Desejo", de Elia Kazan.

O vale dos reis (1954)

Entre outros sucessos por ela obtidos, acham-se "Scaramouche", de George Sidney, "A Selva Nua", de Byron Haskin, e "Melodia Interrompida", de Curtis Bernhardt, quando voltou a ser indicada ao Oscar de Melhor Atriz.

Ao longo de sua carreira, Eleanor Parker mostrou-se uma atriz versátil. Durante os anos 70, esteve presente na maioria dos filmes feitos para a televisão, com exceção de seu último trabalho para a telona, "A Morte Ronda a Pantera", de Richard Sarafian.

A década de 80 foi marcada apenas por participações em episódios para a TV, sendo seu último trabalho o de Catherine Blake, no filme produzido para a televisão, em 1991, "Dead of the Money", de Mark Cullingham.

Eleanor Parker casou-se quatro vezes: de 21/03/1943 a 05/12/1944, com Fred Losee; de 05/01/1946 a 10/11/1953, com o produtor Bert Friedlob; de 25/11/1954 a 09/03/1965, com Paul Clemens; e, finalmente, com Raymond Hirsch, de 17/04/1966 até o presente. De seu segundo casamento, com Friedlob, ela teve três filhos e de seu terceiro, com Clemens, um.

Filmografia selecionada

1941 - O intrépido general Custer
1942 - Soldiers in White (Documentário)
1942 - Busses Roar
1943 - Mysterious Doctor
1943 - Missão em Moscou
1944 - Um Passo Além da Vida
1944 - Uma Noite Trágica
1944 - The Last Ride
1944 - Pensando Sempre em Você
1944 - Um Sonho em Hollywood
1945 - Uma Luz nas Trevas
1946 - Escravo de uma paixão
1946 - Nunca me Diga Adeus
1947 - Centelha de amor
1948 - A Mulher de Branco
1950 - A morte não é o fim
1950 - À margem da vida
1950 - Três Segredos
1951 - Chaga de fogo
1951 - Rodolfo Valentino
1951 - Quero Um Milionário
1952 - Scaramouche
1952 - Seu nome e sua honra
1953 - A fera do Forte Bravo
1954 - A Selva Nua
1954 - O vale dos reis
1955 - Melodia interrompida
1955 - O homem do braço de ouro
1955 - Sangue aventureiro
1956 - Esse homem é meu
1957 - O sétimo pecado
1957 - Desejos Ocultos
1959 - Os Viúvos Também Sonham
1960 - A herança da carne
1961 - De volta à caldeira do diabo
1962 - Os Propagandistas
1964 - Suave é o Amor
1965 - A noviça rebelde
1966 - Confidências de Hollywood
1966 - Eu Te Verei no Inferno, Querida
1979 - A Morte Ronda a Pantera
1979 - Hans Brinker

Premiações

Indicação ao Oscar de atriz em Caged (“À Margem da Vida”), em 1950.
Indicação ao Oscar de atriz em (“Chaga de Fogo”), em 1951.
Indicação ao Oscar de atriz em Interrupted Melody (“Melodia Interrompida”), em 1955.


Fontes: Wikipédia; 70 Anos de Cinema.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Julie Andrews

Julie Andrews (Julia Elizabeth Wells), atriz e cantora, nasceu em Walton-on-Thames, Inglaterra, em 01 de outubro de 1935. Seu pai era um professor de trabalhos manuais chamado Ted Wells, e sua mãe uma pianista de nome Barbara Wells. Aos dois anos de idade começou a estudar dança com a tia, Joan. Quando completou quatro anos, seus pais se divorciaram e ela foi morar com a mãe e o padrasto, Ted Andrews, um cantor e artista de Vaudeville.

Foi Ted Andrews quem descobriu que ela possuía uma voz que, devidamente trabalhada, iria torná-la famosa em toda Inglaterra. Sendo verificado que sua laringe era completamente desenvolvida já aos sete anos, começou a ter aulas de canto com Madame Lilian Stiles-Allen. Aos nove já integrava, de vez em quando, o número formado por sua mãe e seu padrasto. Deste herdou o sobrenome, Andrews, adotado legalmente, tendo mudado também o prenome para Julie.

Julie e Dick Van Dyke em Mary Poppins, 1964
Julie iniciou sua vida artística em apresentações para as tropas britânicas durante a Segunda Guerra Mundial. Estreou nos palcos em 1947, no West End de Londres, mas somente anos mais tarde estrearia nos palcos da Broadway, em "The Boy Friend". Sua voz de soprano, que variava de C3 a E7 4 oitavos, encantava as plateias, fazendo com que ficasse famosa por seus desempenhos em vários musicais de sucesso, como "My Fair Lady" e "Camelot". Sua vocação para a música e para o estrelato chamou a atenção de Walt Disney, que a convidou para interpretar o papel principal no filme "Mary Poppins", musical com o qual levou um Oscar de melhor atriz logo em sua estreia no cinema, vencendo Audrey Hepburn, que concorria pela sua atuação na versão cinematográfica de "My Fair Lady", no papel criado por Julie Andrews nos palcos.

Outros filmes importantes se seguiram, como "Não podes comprar o meu amor" (The Americanization of Emily), de 1964, "Cortina Rasgada", (Torn Curtain, 1966, de Alfred Hitchcock), "Havaí" (Hawaii, 1966), "A Estrela" (Star!, 1968) e "Victor ou Victoria?" (Victor/Victoria, 1982), mas talvez sua atuação mais lembrada, aquela que se tornou indissociável de sua imagem no cinema, tenha sido a da jovem Maria, em "A Noviça Rebelde", (The Sound of Music, 1965), um dos grandes musicais da Fox.

A noviça rebelde (The Sound of Music, 1965)
Somente entre 1964 e 1967, Julie Andrews conseguiu tornar-se uma das atrizes de cinema que fizeram mais sucesso em menos tempo. Ela começou estrelando "Mary Poppins", maior bilheteria de 1964 e uma das maiores da História, seguindo-se com o filme de maior bilheteria de 1965 e maior sucesso da Fox, "A noviça rebelde", depois o filme "Havaí", que foi o maior sucesso de 1966, e o filme de Hitchcock "Cortina rasgada", do mesmo ano, que apesar das más críticas teve boa bilheteria. E em 1967 veio uma das 10 maiores bilheterias do ano, a comédia musical "Positivamente Millie", que venceu o Oscar de melhor trilha sonora.

No fim de 1997, Julie teve de cancelar um show quando desenvolveu alguns problemas vocais. Posteriormente, ela se submeteu a uma cirurgia para retirar não-cancerosos nódulos de sua garganta, o que a tornou incapaz de cantar. 

Julie Andrews - circa 1965/1966

Em 1999, entrou com um processo de negligência médica contra os médicos do Hospital Monte Sinai, de Nova York. Inicialmente, os médicos garantiram que ela recuperaria sua voz dentro de seis semanas, mas sua enteada, Jennifer Edwards, disse em 1999: "dois anos já se passaram, e a voz dela cantando ainda não voltou." A ação foi estabelecida em setembro de 2000.

Filmografia

1964 - Mary Poppins
1964 - The Americanization of Emily   
1965 - The Sound of Music
1966 - Torn Curtain   
1966 - Hawaii
1967 - Thoroughly Modern Millie
1968 - Star!
1970 - Darling Lili
1974 - The Tamarind Seed
1979 - Mulher nota 10
1980 - Little Miss Marker
1981 - S.O.B.    
1982 - Victor/Victoria
1982 - Trail of the Pink Panther    
1983 - The Man Who Loved Women    
1986 - That's Life!
1986 - Duet for One
1991 - Cin cin (filme italiano)
2000 - Relative Values    
2001 - The Princess Diaries
2002 - Unconditional Love
2004 - Shrek 2 - Rainha Lillian - voz
2004 - The Princess Diaries 2: Royal Engagement
2007 - Shrek the Third - Queen Lillian - voz
2007 - Enchanted - Narradora - voz
2010 - Tooth Fairy
2010 - Shrek Forever After - Rainha Lillian - voz
2010 - Despicable Me - Gru's Mom  - voz

Fonte: Wikipédia

Lauren Bacall

Lauren Bacall (Betty Joan Perske), atriz de cinema, teatro e televisão, nasceu em Nova Iorque, EUA, em 16 de setembro de 1924. Conhecida por sua voz rouca e aparência sensual, ela tornou-se um ícone da moda e um modelo para a mulher moderna. Hoje ela é considerada uma atriz lendária, em parte devido a sua longevidade como atriz.

Filha única de um casal de judeus, William Perske (um parente do ex-primeiro-ministro de Israel Shimon Peres, nascido na Polônia numa área que hoje faz parte da Bielorrússia) e Natalie Weinstein Bacal (que nasceu na Romênia com antepassados alemães). Seu pai era vendedor e sua mãe, secretária. Divorciaram-se quando ela tinha seis anos de idade.

Como resultado, a menina não mais viu seu pai e, por isso, formou uma forte ligação com sua mãe, a quem levou consigo para a Califórnia quando veio a se tornar uma estrela do cinema.

Bacall estudou dança durante treze anos. Ela então teve aulas de interpretação na Academia Americana de Artes Dramáticas. Durante esse tempo, tornou-se atendente de teatro, e trabalhou como modelo de moda.

Como Betty Bacall, fez sua estreia como atriz na Broadway em 1942, na peça "Johnny Two By Four". Naquela época seu ídolo era Bette Davis. De acordo com sua autobiografia, ela teve a oportunidade de se encontrar com Bette Davis em seu hotel. Anos depois, Davis visitaria o camarim de Bacall para felicitá-la por sua performance como Margo Channing em "Applause", um musical baseado na performance de Davis em "A Malvada" (1950).

Começou a carreira de modelo em tempo parcial. Isso foi quando, pela primeira vez, teve experiência com o anti-semitismo. Mais tarde, ela foi para Hollywood, e o diretor Howard Hawks teria feito comentários anti-semíticos. Isto a deixou preocupada em revelar sua identidade e ela jamais deixou que Hawks soubesse que ela era judia.

Bacall havia projetado uma carreira no palco para si mesma, mas por puro acaso entrou no mundo do cinema. A mulher de Howard Hawks, Slim Keith, notou Bacall numa capa da revista Harper's Bazaar, mostrou a foto ao marido, e este fez um telefonema para Nova York a fim de trazê-la para Hollywood para um teste. Hawks teria usado o apelido "Slim" para a personagem de Bacall no seu primeiro filme.

Não gostando do nome Betty, Hawks trocou o nome dela para Lauren. Ele fez vários testes com ela e então a escalou para seu projeto seguinte "Uma Aventura na Martinica" (1944). Ela ficava nervosa na frente da câmera, então Hawks sugeriu que ela inclinasse sua cabeça e puxasse seu cabelo para um dos lados do seu rosto. Ela pressionou seu queixo contra o peito, e então dirigiu os olhos para cima de modo a poder olhar para a câmera. Esse efeito veio a deixá-la conhecida como The Look, a marca registrada de Bacall.


Ela encontrou Humphrey Bogart nos estúdios de filmagem de "Uma Aventura na Martinica", que na época era casado com Mayo Methot. Passaram a se relacionar dentro do set das filmagens; dentro de algumas semanas, eles começaram a se encontrar fora dos estúdios. Depois do divórcio de Bogart, casaram-se e tiveram filhos. O filme levou-a a um estrelato instantâneo. Sua participação foi mais tarde considerada uma das mais impactantes estreias na história do cinema.

Então com 20 anos, Bacall ganhou manchetes nos jornais do mundo inteiro. Quando da visita ao National Press Club em Washington, D.C. em 10 de fevereiro de 1945, seu assessor de imprensa (Charlie Enfield, chefe da publicidade da Warner Brothers) pediu para ela se sentar no piano que estava sendo tocado pelo vice-presidente dos Estados Unidos, Harry Truman. As fotos do incidente causaram um escândalo.

Depois de "Uma Aventura na Martinica", Bacall apareceu com Bogart no suspense "À Beira do Abismo" (1946), no thriller "Dark Passage" (1947), e no suspense "Paixões em Fúria" (1948).

Por sua participação em "O Espelho tem Duas Faces", foi indicada para o Oscar de melhor atriz (coadjuvante/secundária), em 1996, e recebeu o Globo de Ouro por este trabalho.

Filmografia

To Have and Have Not (1944)
Confidential Agent (1945)
The Big Sleep (1946)
Dark Passage (1947)
Key Largo (1948)
Young Man with a Horn (1950)
Bright Leaf (1950)
How to Marry a Millionaire (1953)
Woman's World (1954)
The Cobweb (1955)
Blood Alley (1955)
Written on the Wind (1956)
Designing Woman (1957)
The Gift of Love (1958)
North West Frontier (1959)
Shock Treatment (1964)
Sex and the Single Girl (1964)
Harper (1966)
Murder on the Orient Express (1974)
The Shootist (1976)
The Fan (1981)
Health (1982)
Appointment with Death (1988)
Mr. North (1988)
Misery (1990)
A Star for Two (1991)
All I Want for Christmas (1991)
A Foreign Field (1993)
Pret-à-Porter (1994)
The Mirror Has Two Faces (1996)
My Fellow Americans (1996)
Day and Night (1997)
Diamonds (1999)
The Venice Project (1999)
Presence of Mind (1999)
The Limit (2003)
Dogville (2003)
Birth (2004)
Manderlay (2005)
These Foolish Things (2006)

Fonte: Wikipédia.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Myrna Loy

Myrna Loy (Myrna Adele Williams), atriz, nasceu em Radersburg, Montana, EUA, em 2/8/1905, e faleceu em Nova Iork, em 14/12/1993. Era filha de um fazendeiro e de uma dona-de-casa formada em música. Morou por um tempo no sul da Califórnia, devido a um problema de saúde, mas acabou voltando para o rancho do pai.

Depois a mãe dela precisou de uma cirurgia então, as duas mais o irmão mudaram-se para Ocean Park. Lá Myrna começou a frequentar aulas de dança. Quando voltaram para casa, ela fez sua estréia no palco em um pequeno teatro, dançando. Quando seu pai faleceu, a família mudou-se para Los Angeles, onde ela continuou com as aulas de dança e aos 15 anos começou a aparecer em peças de teatro locais. Aos 18 anos teve que largar os estudos e começar a trabalhar para ajudar nas finanças da família.

Em 1925 foi selecionada para o filme "What Price Beauty?". Embora seu papel fosse pequeno, sua maquiagem e figurino exótico no filme, levaram a Warner Brothers a lhe contratar. Nos filmes mudos que ela fez a partir dai, seus papéis eram da mulher fatal ou vamp e frequentemente aparecia como asiática ou euro-asiática. Levou anos para ela vencer esse estereótipo. Nessa época fez pequenos papéis e sua carreira começou a entrar em declínio.

Até que em 1934, atuou em "Manhattan Melodrama", que lhe trouxe o sucesso. No mesmo ano fez o filme "The Thin Man", onde interpretou a esposa do detetive Nick Charles, na série de filmes "Thin Man", co-protagonizados por William Powell. Os dois se tornaram a dupla mais bem-sucedida do cinema, atuaram juntos em 14 filmes.

Durante a Segunda Guerra Mundial, deu um tempo na carreira para ajudar nos esforços de guerra para levantar fundos. Lutou tão ferozmente contra Adolf Hitler que seu nome chegou a aparecer em uma lista negra do ditador.

Em 1946 retornou ao cinema, onde fez o filme do qual mais se orgulhava, "The Best Years of Our Lives". A partir de 1950 apareceu esporadicamente no cinema e na TV e em 1973 fez sua estréia na Broadway.

Loy foi casada quatro vezes, se divorciou de todos e não teve nenhum filho. Publicou uma auto-biografia em 1987 chamada "Myrna Loy: Being and Becoming". Nunca foi indicada a um prêmio Oscar, mas em 1991 recebeu o Honorário, pelo conjunto de sua carreira. Ela não pode comparecer ao evento, mas fez um vídeo em casa para agradecer o prêmio, foi sua última aparição em público.

Atriz sofreu duas mastectomias, em 1975 e em 1979 devido a um câncer na mama. Ela morreu em 1993 durante uma cirurgia. Encontra-se sepultada no Forestvale Cemetery, Helena (Montana), Condado de Lewis and Clark, Montana nos Estados Unidos.



Filmografia

1981 - Summer Solstice (TV)
1980 - Just Tell Me What You Want (Diga-me o que Você Quer)
1978 - The End (Se Não Me Mato, Morro )
1977 - It Happened at Lakewood Manor (TV)
1975 - Airport 1975 (Aeroporto 75)
1974 - The Elevator (TV) (O Elevador)
1974 - Indict and Convict (TV) (Indiciado e Condenado)
1972 - The Couple Takes a Wife (TV)
1971 - Do Not Fold, Spindle, or Mutilate (TV)
1971 - Death Takes a Holiday (TV)
1969 - The April Fools (Um Dia em Duas Vidas)
1960 - Midnight Lace (A Teia de Renda Negra)
1960 - From the Terrace (Paixões Desenfreadas)
1959 - Meet Me in St. Louis (TV)
1958 - Lonelyhearts (Com um Pouco de Amor)
1956 - The Ambassador's Daughter (A Filha do Embaixador)
1952 - Belles on Their Toes (A Família do Gênio)
1950 - Cheaper by the Dozen (Papai batuta)
1949 - That Dangerous Age
1949 - The Red Pony (br: O Vale Da Ternura)
1948 - Mr. Blandings Builds His Dream House (Lar, Meu Tormento)
1947 - The Senator Was Indiscreet
1947 - Song of the Thin Man (A Canção dos Acusados)
1947 - The Bachelor and the Bobby-Soxer (O Solteirão Cobiçado)
1946 - The Best Years of Our Lives
1946 - So Goes My Love
1945 - The Thin Man Goes Home (Regresso Daquele Homem)
1941 - Shadow of the Thin Man (A Sombra dos Acusados)
1941 - Love Crazy (Meu Querido Maluco)
1940 - Third Finger, Left Hand
1940 - I Love You Again
1939 - Another Thin Man (A Ceia dos Acusados)
1939 - The Rains Came (E As Chuvas Chegaram)
1939 - Lucky Night (Noite Feliz)
1938 - Too Hot to Handle (Sob os Céus dos Trópicos)
1938 - Test Pilot (Piloto de Provas)
1938 - Man-Proof
1937 - Double Wedding (Duplo Casamento)
1937 - Parnell (Parnell, O Rei Sem Coroa)
1936 - After the Thin Man (A Comédia dos Acusados)
1936 - Libeled Lady (Casado Com Minha Noiva)
1936 - To Mary - with Love (Esposo e Amante)
1936 - The Great Ziegfeld (Ziegfeld, o Criador de Estrelas)
1936 - Petticoat Fever
1936 - Wife vs. Secretary (Ciúmes)
1935 - Whipsaw (Uma Ladra Encantada)
1935 - Wings in the Dark (Asas nas Trevas)
1934 - Broadway Bill (A Vitória Será Tua)
1934 - Evelyn Prentice (Estratégia de Mulher)
1934 - Stamboul Quest
1934 - The Thin Man (A Ceia dos Acusados)
1934 - Manhattan Melodrama (Vencidos Pela Lei)
1934 - Men in White (Alma de Médico)
1933 - The Prizefighter and the Lady
1933 - Night Flight (Asas da noite)
1933 - Penthouse (filme) (Pela Vida de um Homem)
1933 - When Ladies Meet (De Mulher para Mulher)
1933 - The Barbarian (Uma Noite no Cairo)
1933 - Topaze (br: Topaze)
1932 - The Animal Kingdom (Pouco Amor Não é Amor)
1932 - The Mask of Fu Manchu (A Máscara de Fu Manchu)
1932 - Thirteen Women
1932 - Love Me Tonight
1932 - The Woman in Room 13 (A mulher do Quarto 13 )
1932 - The Wet Parade (E o Mundo Marcha)
1932 - Vanity Fair (Feira das Vaidades)
1932 - Emma
1931 - Arrowsmith (Médico e Amante)
1931 - Consolation Marriage
1931 - Skyline
1931 - Transatlantic
1931 - Rebound
1931 - Hush Money
1931 - A Connecticut Yankee
1931 - Body and Soul
1931 - The Naughty Flirt
1930 - The Devil to Pay!
1930 - Rogue of the Rio Grande
1930 - The Truth About Youth
1930 - Renegades (Renegados)
1930 - The Bad Man
1930 - The Jazz Cinderella
1930 - The Last of the Duanes
1930 - Bride of the Regiment
1930 - Cock o' the Walk
1930 - Under a Texas Moon
1930 - Isle of Escape
1930 - Cameo Kirby
1929 - The Show of Shows
1929 - Evidence
1929 - The Great Divide
1929 - The Squall
1929 - The Black Watch (A Guarda Negra)
1929 - The Desert Song
1929 - Hardboiled Rose
1929 - Fancy Baggage
1928 - Noah's Ark
1928 - The Midnight Taxi
1928 - State Street Sadie
1928 - Pay as You Enter
1928 - The Crimson City
1928 - Turn Back the Hours
1928 - A Girl in Every Port (Uma Noiva em Cada Porto)
1928 - Beware of Married Men
1927 - Ham and Eggs at the Front
1927 - If I Were Single
1927 - The Girl from Chicago (Uma Pequena de Fora)
1927 - The Jazz Singer (O Cantor de Jazz)
1927 - A Sailor's Sweetheart
1927 - The Heart of Maryland
1927 - Simple Sis
1927 - The Climbers
1927 - Bitter Apples
1927 - When a Man Loves
1927 - Finger Prints
1926 - The Third Degree
1926 - Across the Pacific
1926 - Don Juan
1926 - So This Is Paris
1926 - Exquisite Sinner
1926 - The Gilded Highway
1926 - Why Girls Go Back Home
1926 - The Love Toy
1926 - The Caveman
1925 - Ben-Hur: A Tale of the Christ
1925 - Sporting Life
1925 - Pretty Ladies
1925 - The Wanderer
1925 - What Price Beauty?

Fonte: Wikipedia.

Cate Blanchett

Cate Blanchett (Catherine Elise Blanchett), atriz e diretora teatral, nasceu em Melbourne, Austrália, em 14/05/1969. Ganhou vários prêmios como atriz, mais notavelmente dois SAGs, dois Globos de Ouro, dois BAFTAs, um Oscar, assim como a Coppa Volpi no 64º Festival Internacional de Cinema de Veneza. Chamou a atenção internacional em 1998 com filme "Elizabeth", dirigido por Shekhar Kapur, no qual desempenhou o papel da Rainha Elizabeth I da Inglaterra.

Também ficou conhecida por outros personagens como a rainha dos elfos, Galadriel, da trilogia "O Senhor dos Anéis", a coronel Irina Spalko em "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" e Katharine Hepburn no filme de Martin Scorsese, "O Aviador", um papel que lhe trouxe o Oscar de melhor atriz coadjuvante.

Ela e seu marido, Andrew Upton são atualmente diretores artísticos da Sydney Theatre Company. Blanchett está entre as 20 melhores atrizes na lista da Imdb elegendo as Melhores atrizes de todos os tempos, ficando atrás de atrizes como Julie Christie, Kathy Bates e Lauren Bacall.

Blanchett nasceu em Ivanhoe, um subúrbio de Melbourne, em Victoria, na Austrália. É filha de June, uma australiana e professora da área de Melbourne, e de Robert "Bob" Blanchett, um texano de ascendência francesa oficial da marinha americana, que mais tarde trabalhou como executivo de publicidade.

Frequentou a escola primária em Melbourne na Ivanhoe East Primary School, antes de completar o ensino secundário na Methodist Ladies' College, uma escola metodista de garotas, onde começou a explorar sua paixão pela atuação.

Cate em Elizabeth I
Ela estudou Economia e Belas Artes na Universidade de Melbourne antes de sair da Austrália para viajar pelo exterior. Quando ela tinha dezoito anos, e passava férias no Egito, um hóspede do hotel onde ela estava hospedada no Cairo perguntou se ela queria ser figurante em um filme, no dia seguinte ela encontrou-se em uma cena no meio de uma multidão torcendo para um pugilista americano que perdia para um pugilista egípcio no filme "Kaboria", estrelado pelo falecido ator egípcio Ahmad Zaki. Blanchett retornou para a Austrália e mais tarde mudou-se para Sydney para estudar no Instituto Nacional de Arte Dramática. Formou-se em 1992, começando sua carreira nos palcos.

Galadriel - The Hobbit
Seu primeiro grande papel principal foi no palco na peça "Oleanna", de 1993, dirigida por David Mamet, contracenando com Geoffrey Rush, para o qual ela ganhou o prêmio Sydney Theatre Critics de melhor estreia. Também apareceu como Ofélia na produção de 1994 - 1995 de "Hamlet", dirigida por Neil Armfield co-estrelando com Richard Roxburgh e novamente com Geoffrey Rush. Blanchett apareceu nas minisséries "Heartland" e "Bordertown" e em um episódio de Police Rescue intitulado "The Loaded Boy".

Blanchett fez sua estreia internacional no cinema em 1997 com um papel de apoio como uma enfermeira australiana capturada pelo Exército japonês durante a Segunda Guerra Mundial, no filme "Um Canto de Esperança", dirigido por Bruce Beresford e estrelado por Glenn Close e Frances McDormand.

Seu primeiro papel principal, também em 1997, foi como "Lucinda Leplastrier" na produção "Oscar e Lucinda", contracenando com Ralph Fiennes. Ganhou o prêmio AFI de melhor atriz coadjuvante no mesmo ano por seu papel como Lizzie na comédia romântica "Ainda Bem Que Ele Conheceu Lizzie", co-estrelada por Richard Roxburgh e Frances O'Connor.

Seu primeiro grande papel de visibilidade internacional foi como Elizabeth I da Inglaterra, em 1998 no filme "Elizabeth". Por esse papel, ela recebeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz. Blanchett perdeu para Gwyneth Paltrow por seu papel em "Shakespeare Apaixonado", mas ganhou um British Academy Award (BAFTA) e um Golden Globe Award (Globo de Ouro) de melhor atriz em filme de drama. No ano seguinte, Blanchett foi indicada a um outro prêmio BAFTA por seu papel de apoio em "O Talentoso Ripley".


Já como uma aclamada atriz, Blanchett recebeu uma série de novos fãs, quando ela apareceu em "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel", de Peter Jackson. Ela desempenhou o papel de Galadriel em todos os três filmes. A trilogia detém o recorde como a mais alta trilogia cinematográfica de todos os tempos.

Mais tarde, em 2005 Cate ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante por seu papel de Katharine Hepburn no filme "O Aviador", de Martin Scorsese. Isso tornou Cate a primeira atriz a ganhar um Oscar por interpretar um artista vencedor do mesmo prêmio.

Em 2006 estrelou "Babel" ao lado de Brad Pitt, e "Notas Sobre um Escândalo", interpretando Sheba Hart e contracenando com Dame Judi Dench. Coincidentemente, Dench ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante por interpretar a rainha inglesa Elizabeth I, no mesmo ano, Blanchett perdeu por interpretar a mesma figura histórica, embora em uma categoria diferente. Blanchett recebeu sua terceira indicação ao Oscar por seu desempenho no filme (Dench também foi indicada ao Oscar).

No filme Indiana Jones e o
Reino da Caveira de Cristal
Em 2007, ganhou o prêmio Volpi Cup de melhor atriz no Festival de Cinema de Veneza e um Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante, por retratar uma das seis encarnações de Bob Dylan no filme "Não Estou Lá" de Todd Haynes e reprisou o seu papel como Elizabeth I na sequência de Elizabeth intitulada "Elizabeth: A Era de Ouro). Na 80ª cerimônia do Oscar, Blanchett recebeu duas indicações, incluindo Melhor Atriz por "Elizabeth: Elizabeth: A Era de Ouro" e Melhor Atriz Coadjuvante por "Não Estou Lá", tornando-se apenas o 11º ator a receber duas candidaturas no mesmo ano, e a primeira atriz a receber outra indicação por reprisar um papel.

Em 2007 Blanchett foi nomeada pela revista TIME como uma das 100 pessoas mais influentes em todo o mundo e também uma das mais bem sucedidas atrizes pela revista Forbes. Atuou no filme "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal", como a agente da KGB Cel. Dra. Irina Spalko.

Em 5 de dezembro de 2008 Blanchett foi honrada com uma estrela na Calçada da Fama no Hollywood Boulevard, em frente ao Grauman's Egyptian Theatre.

Filmografia

1994 Police Rescue
1996 Parklands
1997 Oscar and Lucinda
1997 Ainda Bem que Ele Conheceu Lizzie
1997 Um Canto de Esperança
1998 Elizabeth I
1999 O Talentoso Ripley
1999 Pushing Tin
1999 O Marido Ideal
1999 Bangers
2000 O Dom da Premonição
2000 Porque os Homens Choram
2001 Chegadas e Partidas
2001 Paixão Sem Fronteiras
2001 O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
2001 Vida Bandida
2002 O Senhor dos Anéis: As Duas Torres
2002 Paraíso
2003 O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
2003 Desaparecidas
2003 Sobre Café e Cigarros
2003 O Custo da Coragem
2004 O Aviador
2004 A Vida Marinha com Steve Zissou
2005 Sob o Efeito da Água
2006 Notas Sobre um Escândalo
2006 O Segredo de Berlim
2006 Babel
2006 Stories of Lost Souls
2007 Elizabeth: A Era de Ouro
2007 Não Estou Lá
2007 Chumbo Grosso
2008 O Curioso Caso de Benjamin Button
2008 Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
2010 Robin Hood
2011 Hanna
2012 O Hobbit: Uma Jornada Inesperada


Fonte: Wikipédia.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

A bonequinha de luxo


Audrey Hepburn (Audrey Kathleen Ruston), atriz, modelo e humanista, nasceu em Ixelles, Bélgica, em 4/5/1929, e faleceu em Tolochenaz, Suiça, em 20/1/1993. É considerada um ícone de estilo e a terceira maior lenda feminina do cinema de acordo com o American Film Institute. Tornou-se um dos poucos artistas a conseguir ganhar as maiores honras de cada arte hollywoodiana: Tony (teatro), Oscar (cinema), Grammy (música) e Emmy (televisão).

Era a única filha de Joseph Anthony Ruston (um banqueiro britânico-irlandês) e Ella van Heemstra (uma baronesa holandesa). Seu pai anexou o sobrenome Hepburn, e Audrey se tornou Audrey Hepburn-Ruston.

Seus pais se divorciaram quando ela tinha 9 anos. Para manter a jovem afastada das brigas familiares, sua mãe enviou-a para um internato na Inglaterra, onde ela se apaixonou pela dança, aprendendo balé. Todavia, em 1939 estouraria a Segunda Guerra Mundial, e a Inglaterra declarou guerra à Alemanha. A mãe de Audrey decidiu então levá-la para viver na Holanda, país neutro que - ela imaginava - não seria invadido pelos alemães. Os protestos de Audrey não foram suficientes: a menina queria continuar na Inglaterra, mas a mãe temia que cidade de Londres fosse bombardeada. Além disso, as viagens estavam escassas, e a baronesa temia ficar muito tempo sem ver a filha.

A situação na Holanda foi bem diferente da planejada. Com a invasão nazista, a vida da família foi tomada por uma série de privações. Audrey teve muitas vezes de comer folhas de tulipa para sobreviver. Envolvida com a Resistência, muitos de seus parentes seriam mortos na sua frente. Ela participaria de espetáculos clandestinos de balé para angariar fundos e levaria mensagens secretas em suas sapatilhas. Anos mais tarde recusaria o papel de Anne Frank no cinema.

Com o fim da Guerra, Audrey e sua mãe mudaram-se para a Inglaterra, onde ingressou na escola de dança Marie Lambert. Mas, como era alta demais e não tinha talento para tornar-se uma bailarina, passou a trabalhar como corista e modelo fotográfica para sustentar a família.

Foi neste ponto que decidiu investir em outra área: a atuação. Sua estreia foi no documentário Dutch in Seven Lessons, seguido por uma série de pequenos filmes. Em 1952, viajou para a França para a gravação de Montercarlo Baby, e foi vista no saguão do hotel em que estava hospedada com o elenco pela escritora Collette. Naquele momento, Collette trabalhava com a montagem para a Broadway da peça Gigi, cujo papel-título ainda não tinha intérprete. Encantada com Audrey, decidiu que ela seria a sua Gigi.

As críticas para Gigi não foram de todo favoráveis, mas era opinião geral que aquela desconhecida que interpretava o papel principal era destinada ao sucesso.

Pouco tempo após o encontro com Collette, Audrey participou de uma audição para o filme A Princesa e o Plebeu. Encantado com a atriz, o diretor William Wyler escalou-a para viver a Princesa Ann, dividindo a cena com Gregory Peck, que também surpreendeu-se com o talento da companheira. O sucesso da produção foi também o de Audrey. Hollywood amou-a imediatamente e a agraciou com o Oscar de Melhor Atriz.


Três dias após a cerimônia do Oscar, recebeu o Tony por sua atuação em Ondine. A peça fora uma sugestão de Mel Ferrer, por quem se apaixonaria durante a temporada na Broadway. Os dois foram apresentados por Gregory Peck em uma festa em 1954 e se casaram em setembro daquele ano. Audrey também faria Sabrina, que rendeu-lhe a segunda indicação ao Oscar.

O filho de Audrey e Mel, Sean, nasceria em 1960. Mas as coisas não foram fáceis até aquele momento: Audrey sofreu diversos abortos. A atriz queria mais do que tudo ser mãe, e as gravidezes falhadas deixaram-na extremamente deprimida. Para animar a esposa, Mel sugeria que trabalhasse. Eles gravaram juntos Guerra e Paz, e ela estrelaria três comédias-românticas (Cinderela em Paris, Amor na Tarde e A Flor que não morreu), um drama (Uma cruz a beira do abismo, que rendeu-lhe a terceira indicação ao Oscar e afastou qualquer dúvida sobre seu talento) e um faroeste (O passado não perdoa).

Após um ano e meio de licença-maternidade, voltou a Hollywood para estrelar Bonequinha de Luxo, em um papel que a transformaria em um ícone e pelo qual seria lembrada para sempre. Por viver a prostituta de luxo Holly Golightly ela receberia sua quarta indicação ao Oscar. Pouco tempo depois filmou Infâmia, Charada e Quando Paris alucina.

Em 1963, recebeu o papel principal do musical My fair lady, o da vendedora de flores Eliza Doolittle. Entretanto, a voz de Audrey não foi utilizada durante as canções, sendo dublada. Isso deixou a atriz extremamente aborrecida e fez com que abandonasse as gravações por um dia. Audrey não foi indicada ao Oscar por esse papel - fato que até hoje é considerado uma injustiça - devido à dublagem e também pela não-escolha de Julie Andrews (que interpretara Eliza na Broadway) para o papel. Andrews ganharia o Oscar daquele ano por seu papel em Mary Poppins.

Em seguida gravaria Como roubar um milhão de dólares, Um caminho a dois e Um clarão nas trevas, este último dirigido por seu esposo em uma falha tentativa de salvar seu casamento. Audrey Hepburn e Mel Ferrer se divorciaram em dezembro de 1968.

Ela decidiu parar de atuar e se casaria novamente apenas seis semanas após o divórcio, com o psiquiatra italiano Andrea Dotti, que conheceu em um iate. Audrey deu a luz a seu segundo filho, Luca Dotti, em 1970. O casal morou por um ano em Roma, para sem seguida a atriz ir viver na Suíça com os dois filhos.

Decidiria voltar a atuar em 1976, estrelando Robin e Marian. Três anos mais tarde retornaria à cena em A herdeira.

Pediu o divórcio em 1980 e o processo se formalizou em 1982. Neste período, gravou Muito riso e muito alegria, e no fim das filmagens conheceu Robert Wolders. Tornaram-se grandes amigos e viveram juntos até a morte de Audrey.

Em 1987 deu início a seu mais importante trabalho: o de Embaixatriz da Unicef. Audrey, tendo sido vítima da guerra, sentiu-se em débito com a organização, pois foi o "United Nations Relief and Rehabitation Administration" (que deu origem à UNICEF) que chegou com comida e suprimentos após o término da Segunda Guerra Mundial, salvando sua vida. Ela passaria o ano de 1988 viajando, viagens estas que foram facilitadas por seu domínio de línguas, pois falava fluentemente francês, italiano, inglês, neerlandês e espanhol.

Em 1989 faria uma participação especial como um anjo em Além da eternidade. Este seria seu último filme. Audrey passaria seus últimos anos em incansáveis missões pela Unicef, visitando países, dando palestras e promovendo concertos com causas.

Em 1993 foi diagnosticada com câncer de apêndice, que espalhou-se para o cólon. Faleceu às 7 horas da noite de 20 de janeiro de 1993, aos 63 anos.

No ano de 2000 foi lançado o filme The Audrey Hepburn Story, uma homenagem a Audrey que gerou críticas da mídia e de fãs, devido à escolha de Jennifer Love Hewitt para o papel principal. O anime REC, faz muitas referências à Audrey Hepburn, inclusive sua personagem principal (Onda Aka) é sua fã declarada, e sonha em um dia ter uma voz como a dela. Além disso, todos os episódios tem nomes baseados em seus filmes.

Filmografia

* 1948 - Dutch in Seven Lessons (documentário)
* 1951 - Monte Carlo Baby
* 1951 - Laughter in Paradise
* 1951 - One Wild Oat
* 1951 - O mistério da torre (The Lavender Hill Mob) (1951)
* 1951 - Young Wives' Tale
* 1952 - The Secret People
* 1952 - We Will Go to Monte Carlo (versão francesa de Monte Carlo Baby)
* 1953 - A princesa e o plebeu
* 1954 - Sabrina
* 1956 - Guerra e paz
* 1957 - Cinderela em Paris
* 1957 - Amor na Tarde
* 1959 - A flor que não morreu
* 1959 - Uma cruz à beira do abismo
* 1960 - O passado não perdoa
* 1961 - Breakfast at Tiffany's (Bonequinha de luxo)
* 1961 - Infâmia
* 1963 - Charada
* 1964 - Quando Paris alucina
* 1964 - My Fair Lady
* 1966 - Como roubar um milhão de dólares
* 1967 - Um caminho para dois
* 1967 - Um clarão nas trevas
* 1976 - Robin e Marian
* 1979 - A herdeira
* 1981 - Muito riso e muita alegria
* 1989 - Além da eternidade

Prêmios

As impressões da mão de Audrey Hepburn em frente do Great Movie Ride no parque Walt Disney World.
Estrela de Audrey Hepburn na Hollywood Walk of Fame.

Oscar

* 1993 - Prêmio Humanitário Jean Hersholt (homenagem póstuma)
* 1954 - Melhor Atriz (principal) por A princesa e o plebeu

Tony

* 1954 - Melhor Atriz por Ondine
* 1968 - Prêmio especial por sua carreira

Grammy

* 1993 - Melhor álbum de histórias para crianças por Audrey Hepburn's Enchanted Tales (póstumo).


Emmy

* 1993 - Melhor performance individual num programa informativo por Gardens of the World (póstumo).

Além de ter ganho os maiores prêmios de cada área do entretenimento, Audrey Hepburn também ganhou outros prêmios importantes do cinema, como:

BAFTA

* 1965 - Melhor Atriz por Charada
* 1960 - Melhor Atriz por Uma cruz à beira do abismo
* 1954 - Melhor Atriz por A princesa e o plebeu

Globo de Ouro

* 1990 - Prêmio Cecil B. DeMille pelo conjunto de sua obra
* 1955 - Atriz favorita do mundo
* 1954 - Melhor Atriz (filme dramático) por A princesa e o plebeu

SAG

* 1993 - Prêmio pelo conjunto de sua obra


Fonte: Wikipedia.